A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, solicitou ao ministro Alexandre de Moraes autorização para que ele participe do programa de remição de pena pela leitura.
O pedido ainda não foi apreciado pelo relator, que também conduz a execução das condenações relacionadas à tentativa de golpe de Estado.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, em regime fechado.
Caso o pedido seja deferido, ele poderá reduzir parte da pena por meio da leitura de livros e da elaboração de resenhas, conforme as regras do sistema penitenciário do DF.
Como funciona a remição de pena?
A possibilidade de reduzir a pena por meio de trabalho e estudo está prevista na LEP - lei de execução penal e se aplica a presos em regime fechado ou semiaberto, desde que haja autorização judicial individualizada.
Pela lei, é possível:
Essas atividades, além de diminuírem o tempo total da condenação, também influenciam na progressão de regime e na análise de benefícios, como a liberdade condicional.
Já a remição pela leitura é regulamentada por resolução do CNJ - Conselho Nacional de Justiça, editada em 2021.
O modelo permite que o preso leia e produza resenhas de até 12 obras por ano, com abatimento de quatro dias de pena para cada livro aprovado na avaliação.
Sem caça-palavras
No DF, o sistema penitenciário mantém uma lista prévia de obras autorizadas para fins de remição. Entre os títulos disponíveis estão:
Sensação
Vento
Umidade
