
O ministro da Justiça e Segurança Pública Ricardo Lewandowski deve ser o primeiro a anunciar a saída do executivo este ano.
Já no dia 18 de dezembro, Lewandowski sinalizou aos seus auxiliares do MJSP de que “sairiam antes do esperado”. O discurso, no entanto, é de que ele estaria cansado e já teria cumprido a missão à frente da pasta.
No dia 23, Lewandowski conversou com o presidente Lula sobre sua saída. E ontem avisou o resto da equipe sobre sua decisão.
A mudança na pasta reabre a discussão em torno de uma divisão do ministério. A pauta do momento no país gira em torno da Segurança Pública, que será tema relevante nas próximas eleições.
Um forte candidato para um Ministério da Segurança Pública é o atual diretor Geral da Policia Federal, Andrei Rodrigues.
A frente da PF desde o início do governo Lula, Andrei tem traquejo politico e conta com a confiança do presidente. Delegados da corporação fazem campanha ativa pela divisão e pelo nome de Andrei há pelo menos três meses.
Lula agora busca um nome para a Justiça, que caso a divisão ocorra, ficará esvaziada, mas ainda com temas relevantes como migração, recuperação de ativos e extradições.
Um forte nome para ministro da Justiça é o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco, que tem forte interlocução com o Supremo Tribunal Federal.
Pelo menos outros 19 ministros devem deixar os cargos para concorrer a posições nas próximas eleições.
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