
O aparecimento de um passaporte em nome de Eliza Samúdio tem mexido com o imaginário popular e criado teorias. O documento, de 2007, foi encontrado em um apartamento em Portugal, por um brasileiro que mora no país. A descoberta foi confirmada pelo Consulado-Geral do Brasil e por Sônia Moura, mãe da jovem.
Segundo relato da pessoa que o encontrou, o passaporte estava “esquecido ou escondido” entre livros em uma sala compartilhada. Ao reconhecer a foto e o nome de Eliza, assassinada em 2010, o homem entregou o item às autoridades brasileiras na última sexta-feira (2).
O passaporte contém um carimbo de entrada em Portugal datado de 2007, mas não possui registro de saída.
Como o corpo de Eliza nunca foi encontrado e o passaporte estava na Europa, a hipótese mais forte é a de que ela tenha retornado ao Brasil, anos antes de seu assassinato, utilizando uma autorização de retorno ou outro documento emergencial.
O Consulado informou que já notificou o Itamaraty e aguarda instruções sobre o destino do documento. Sônia disse à imprensa que pretende analisar o objeto junto a seus advogados antes de se manifestar oficialmente.
A localização do passaporte ocorre 15 anos após o crime que chocou o país. Eliza desapareceu em 2010, após ser levada para um sítio do ex-goleiro Bruno Fernandes, em Minas Gerais, com quem mantinha um relacionamento.
À época, o filho do casal, Bruninho, tinha apenas quatro meses e foi mantido em cárcere junto à mãe.
O ex-jogador foi condenado a mais de 20 anos de prisão por homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado. Ele cumpre liberdade condicional desde janeiro de 2023. o que foi feito com o corpo da vítima segue sendo um mistério.
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