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Brasil Operação Placebo

PF faz buscas em endereços ligados a Witzel em operação contra fraudes em hospitais de campanha do Rio de Janeiro

A finalidade da operação é a apuração dos indícios de desvios de recursos públicos destinados ao atendimento do estado de emergência em razão da pandemia do novo coronavírus no Rio de Janeiro.

26/05/2020 às 09h46
Por: Fonte: Extra
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A Polícia Federal faz a Operação Placebo na manhã desta terça-feira, dia 26, no Palácio das Laranjeiras, residência oficial do governador Wilson Witzel (PSC-RJ). Quinze equipes da PF participam da ação. A finalidade da operação é a apuração dos indícios de desvios de recursos públicos destinados ao atendimento do estado de emergência em razão da pandemia do novo coronavírus no Rio de Janeiro. Doze mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos, sendo dez na capital fluminense e dois na cidade de São Paulo. Os mandados foram expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Witzel acompanhou as buscas o tempo todo na residência oficial edivulgou uma nota oficial para negar qualquer participação em esquema de desvios.

Investigações iniciadas no Rio pela Polícia Civil, pelo Ministério Público Estadual e pelo Ministério Público Federal apontam para a existência de um esquema de corrupção envolvendo uma organização social contratada para a instalação de hospitais de campanha e servidores da cúpula da gestão do sistema de saúde do estado.

No Palácio com Witzel, estavam a mulher e os três filhos — que não presenciaram as buscas. Depois de cerca de três horas, três veículos da PF e um da MPF deixaram o local pouco antes das 9h. Os agentes recolheram dezenas de papéis que estavam na residência oficial e na sede do governo (Palácio Guanabara). O material foi levado para a sede regional da PF, na Praça Mauá, e à tarde será encaminhado para o sede da corporação, em Brasília.

A equipe da Polícia Federal veio de Brasília (DF) e chegou ao Aeroporto Internacional do Rio perto das 5h30m. Quatro viaturas descaracterizadas da PF foram para o Palácio da Laranjeiras. Agentes também estiveram no Palácio Guanabara, sede do governo do estado; na casa da Rua Professor Valadares, no Grajaú, na Zona Norte, onde morava o governador antes de assumir o mandato; e no apartamento na Avenida Ataulfo de Paiva, no Leblon, na Zona Sul do Rio, residência do ex-subsecretário de Saúde Gabriell Neves, preso em uma operação em 7 de maio.

Os investigadores também foram ao escritório de advocacia da mulher do governador, a primeira-dama Helena Witzel, no Leblon. Outra equipe está em frente à casa do ex-secretário de saúde Edmar Santos, na Rua Dezenove de Fevereiro, em Botafogo, também na Zona Sul. Uma equipe também esteve na sede da Secretaria Saúde do Estado, na Rua México, no Centro.

Uma equipe da PF foi à sede do Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas), na área Central do Rio. O objetivo é apreender documentos ligados à contratação dos sete hospitais de Campanha no estado.

Em nota, a direção do Iabas esclarece que "forneceu às autoridades todas as informações e documentos solicitados e está à disposição para quaisquer novos esclarecimentos. O objetivo do Iabas é promover o melhor atendimento às vítimas da Covid-19 e salvar vidas".

Esquema de corrupção na saúde

A Operação Placebo apura suspeitas de desvios ligados ao Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas) para a construção de hospitais de campanha para enfrentamento do Covid-19. Segundo as investigações, foi identificado um esquema de corrupção envolvendo uma organização social contratada para a instalação de hospitais de campanha e servidores da cúpula da gestão do sistema de saúde do estado.

No dia 14, foi desencadeada a Operação Favorito pela Polícia Federal, que apreendeu cerca de R$ 2 milhões com os envolvidos num esquema de fraudes em contratos de prestação de serviço para Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) celebrado entre o estado e Organizações Sociais (OSs) de saúde. Só com o empresário Luiz Roberto Martins, presidente do Conselho de Administração do Instituto Data Rio (IDR), foi encontrado R$ 1,5 milhão em espécie.

O dinheiro estava escondido na casa dele, em Valença, Sul do estado. Em entrevista coletiva, realizada na semana passada, o Ministério Público do Rio (MPRJ) apontou Martins como o chefe da organização criminosa acusada de desvio de dinheiro público.

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