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Pedro Gomes, MS

Saúde COVID-19

Cinco anos depois, pandemia de covid-19 segue sem um ‘fim oficial’ declarado pela OMS

Apesar de mais controlada, a disseminação da covid-19 ainda é uma realidade.

28/03/2026 às 16h59
Por: Redação
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Março de 2020 ficou marcado na memória de muitos sul-mato-grossenses. No dia 14, o Estado confirmou os dois primeiros casos de covid-19. Pouco mais de duas semanas depois, em 31 de março, foi registrada a primeira morte pela doença: uma idosa de 64 anos, moradora de Batayporã.

Dias antes desses registros, em 11 de março, a OMS (Organização Mundial da Saúde) já havia classificado o avanço do coronavírus como pandemia, diante da rápida disseminação global da doença.

Passados cinco anos, o que muita gente não sabe é que a OMS nunca declarou oficialmente o “fim” da pandemia.

Por que a OMS não declarou o fim da pandemia de covid-19?

Segundo a SES (Secretaria de Estado de Saúde), a classificação de uma doença como pandemia ocorre quando há circulação viral com transmissão sustentada em diversos países e continentes, atingindo escala global.

Embora o cenário atual seja diferente do vivido nos momentos mais críticos, com vacinação em massa e redução significativa de casos graves e óbitos, a doença continua em circulação em todo o mundo.

A análise sobre o status de pandemia é realizada por organismos internacionais, como a OMS (Organização Mundial da Saúde), considerando critérios técnicos que envolvem a circulação global do vírus, seu comportamento epidemiológico e o impacto nos sistemas de saúde.

Cenário epidemiológico em MS

Apesar de mais controlada, a disseminação da covid-19 ainda é uma realidade. Com a chegada do outono e a proximidade do inverno, há maior atenção para o aumento da circulação de vírus respiratórios, o que pode impactar o número de casos.

Por isso, é fundamental que a população reforce medidas de prevenção, que são multifatoriais. Além da vacinação, é importante manter os ambientes ventilados e evitar aglomerações, especialmente entre pessoas mais vulneráveis, como idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades. A higienização das mãos, tão recorrente nos primeiros anos da pandemia, segue como um cuidado essencial.

Para pessoas com sintomas respiratórios, outra orientação é manter o uso de máscara como forma de reduzir a transmissão. Todas essas medidas podem ajudar a diminuir o número de casos e a proteger os grupos mais vulneráveis.

Imunização e impactos em MS

Segundo a SES, no momento, não há alteração automática em repasses financeiros ou no envio de vacinas exclusivamente em função da permanência da classificação de pandemia.

Porém, as estratégias de enfrentamento seguem integradas ao SUS (Sistema Único de Saúde), com fornecimento de imunizantes e insumos conforme o planejamento nacional e a disponibilidade do Ministério da Saúde.

A vacinação contra a covid-19 segue disponível em Mato Grosso do Sul, conforme as diretrizes do PNI (Programa Nacional de Imunizações).

Vale ressaltar que o público-alvo e os esquemas vacinais também são definidos pelo Ministério da Saúde, com prioridade para os grupos mais vulneráveis. As doses são distribuídas regularmente aos municípios, que são responsáveis pela organização da oferta nas unidades de saúde, tanto na Capital quanto no interior do Estado.

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