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Frio de 0ºC em MS sobrecarrega o coração; entenda como se proteger de infartos

Estado deve registrar as menores temperaturas do ano a partir desta terça-feira (23)

23/06/2026 às 20h48
Por: Redação Fonte: Edição MS
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A chegada da frente fria no estado de Mato Grosso do Sul pode sobrecarregar o coração e aumentar o risco de infartos e acidentes cardiovasculares, alertam cardiologistas. As temperaturas podem cair até 5°C a partir desta terça-feira (23) e a massa de ar frio que avança sobre o estado deve causar a onda de frio mais intensa de 2026. O diretor da SBC-MS (Sociedade Brasileira de Cardiologia, regional de Mato Grosso do Sul) e cardiologista Guilherme Bertão explica que, em dias frios, algumas pessoas podem sofrer uma sobrecarga no sistema cardiovascular. “Durante o frio ocorrem algumas mudanças no nosso organismo que buscam, inclusive, manter a nossa temperatura corporal adequada.” Segundo cardiologista e professor da Uniderp, Carlos Eduardo Zanoni, o frio provoca, ainda, a contração dos vasos sanguíneos, o que pode aumentar singnificativamente a pressão arterial e impactar no esforço que o coração realiza para bombear o sangue pelo corpo. Além disso, as baixas temperaturas também aumentam a tendência da formação de coágulos, o que eleva o risco de complicações cardiovasculares e cérebrovasculares durante está época do ano. Conforme o Cemtec-MS (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), o sul de Mato Grosso do Sul pode ter mínimas entre 0°C e 2°C na quarta-feira (24). Em Campo Grande, o Climatempo prevê mínimas de 12°C na terça-feira (23), 10°C na quarta e 8°C na quinta (25). Frio aumenta chances de infarto

Baixas temperaturas aumentam os riscos de infarto agudo do miocárdio e AVCs (Acidentes Cardiovasculares) e podem causar, ainda, descontroles da pressão arterial e descompensações de problemas cardiológicos pré-existentes, conforme o diretor da SBC-MS (Sociedade Brasileira de Cardiologia, regional de Mato Grosso do Sul) e cardiologista Guilherme Bertão.9 Os pacientes mais suscetíveis à sofrerem complicações cardíacas durante o inverso são: idosos; pacientes com diagnóstico de arritimia cardiáca ou insuficiência cardíaca; e pessoas com comorbidades, como diabetes, hipertensão, pressão alta e colsterol elevado. Pessoas que já sofreram alguma complicação anterior, como infarto e AVCs (Acidentes Cardiovasculares) ou são fumantes também devem ficar antentas. Além disso, os especialistas reforçam que pessoas saudáveis, sem comorbidades ou problemas de saúde, também devem manter os cuidados essenciais durante o inverno, pois exposições desnessárias ao frio e desidratação podem ser prejudiciais à saúde.

 

Como proteger o coração?

Para proteger a saúde do coração durante os dias mais frios do ano, o indicado pelo diretor da SBC-MS (Sociedade Brasileira de Cardiologia, regional de Mato Grosso do Sul) e cardiologista Guilherme Bertão é manter o corpo aquecido e bem agasalhado. No caso de pessoas com pré disposição para sofrer alguma complicação cardiáca, o especialista orienta a utilização de roupas térmicas, que ajudam a controlar e amenizar os efeitos do clima frio. O cardiologista Carlos Eduardo Zanoni acrescenta que não podemos esquecer de regiões como a cabeça, mãos e pés, que também devem ser devidamente cobertos. Hábitos como boa alimentação, evitar ingerir bebidas alcoólicas e fazer uso de tabaco, evitar exposições desnecessárias ao frio, manter o corpo hidratado e manter a atividade física regular também contribuem para manter o coração saudável e diminuir as chances de complicações. Lembre-se de beber água, se exercitar e comer bem

Para manter a saúde do coração é necessário cultivar bons hábitos de cuidados com a saúde ao longo do ano, pois isso diminui significativamente as chances de ser pego de surpresa por complicações, independente da estação. Cultivar bons hábitos alimentares, se exercitar e beber água são atitudes indispensáveis, até mesmo durante o inverno. O médico cardiologista e professor do curso de Medicina da Uniderp, Ítalo Gonçalves de Souza, orienta reduzir a quantidade de frituras, gorduras e doces industrializados, especialmente em dias mais frios, pois a longo prazo são alimentos que podem desencadear ou aumentar o índice de diabetes, obesidade, sobrepeso e outras complicações cardíacas. “Adotando bons hábitos de vida, se mantendo aquecido, se mantendo orientado em relação a como está o tempo, é o suficiente para a gente combater essas complicações que podem ser causadas por conta do frio, quando a gente fala de doenças cardíacas”, expressa o cardiologista.

 

Frio não é desculpa para deixar os exercícios físicos de lado

Mesmo durante as semanas mais frias do ano, os especialistas ressaltam que é importante manter a rotina de exercícios físicos. O recomendado é dedicar pelo menos 30 minutos por dia, por, no mínimo, cinco dias por semana. No entanto, o diretor da SBC-MS (Sociedade Brasileira de Cardiologia, regional de Mato Grosso do Sul) e cardiologista Guilherme Bertão reforça que é necessário adotar alguns cuidados para que o clima extremo não acabe prejudicando o paciente. A orientação é realizar as atividades físicas em locais abertos e evitar os horários em que os termômetros costumam registrar as menores mínimas, geralmente durante o início da manhã e a noite. Além disso, é indispensável utilizar roupas que mantenham o corpo aquecido e manter a hidratação. “Realizando esses ajustes nós podemos continuar fazendo atividade física com toda segurança.” O cardiologista Carlos Eduardo Zanoni completa ressaltando que a atividade física é fundamental em qualquer época do ano. “A gente sempre orienta nesse frio, quando está muito, muito intenso, que a pessoa tente exercitar nas horas mais quentes do dia, porque isso diminui a exposição ao frio, mas se não houver a possibilidade, [pode praticar] em qualquer horário, desde que esteja adequadamente hidratado e agasalhado.”

 

Fique atento aos sinais:

Dores no peito; Falta de ar; Palpitações; Tonturas e eventuais desmaios; Suor excessivo; Cansaço desporporcional ao esforço; Alterações neurológicas, como formigamentos e perda de força motora. Ao apresentar alguns destes sinais, os especialistas orientam a buscar atendimento médico o mais rápido possível.

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