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POLÍTICA

Tereza Cristina assume relatório de acordo Mercosul–União Europeia no Senado

Senadora de MS terá missão de analisar tratado de 9 mil páginas em meio à pressão do agronegócio

25/02/2026 15h15
Por: Redação

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) confirmou, nesta quarta-feira (25), em Brasília, que foi escolhida para ser a relatora do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia no Senado Federal.

O anúncio foi feito durante o lançamento do Instituto Diálogos, quando a parlamentar comentou o tamanho do desafio: o texto do tratado soma cerca de 9 mil páginas, que agora passam a ser destrinchadas pela senadora antes da elaboração do parecer.

O acordo chegou ao Congresso depois de ser aprovado, na terça-feira (24), pela representação brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul). A partir daí, o texto precisa passar pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado. A expectativa em Brasília é de que os deputados façam a primeira votação.

Agro em alerta

Apesar de ser tratado como estratégico pelo governo, o acordo enfrenta resistência dentro do próprio Congresso, principalmente entre parlamentares ligados ao agronegócio.

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) defende que o Brasil avance nas negociações, mas cobra cautela com cláusulas incluídas na reta final, vistas como salvaguardas feitas sob medida para proteger segmentos europeus da concorrência de produtos brasileiros.

Tereza Cristina adiantou que, no Senado, a discussão deve olhar não só para o texto, mas para os efeitos práticos no país. Segundo ela, a análise deve se concentrar em dois eixos:

  • impacto interno do acordo, especialmente em setores exportadores;
  • instrumentos de defesa comercial que o Brasil terá à mão para reagir caso surjam distorções nas trocas com a União Europeia.

Para a senadora, não basta apenas aprovar o tratado: o Brasil precisa estar preparado para responder a desequilíbrios que possam aparecer depois que o acordo começar a valer. Ela reforçou que o comércio exterior virou ferramenta de poder e que o país precisa definir com clareza como quer se posicionar no cenário internacional.

As declarações foram dadas durante a primeira atividade do Instituto Diálogos, criado em Brasília para reunir políticos, empresários e especialistas em torno de temas como comércio internacional, produtividade, competitividade e geopolítica.

“A proposta do instituto é manter um espaço permanente para discutir desenvolvimento, comércio e posição do Brasil no mundo, contexto em que o acordo Mercosul–União Europeia é visto como um dos principais testes dessa estratégia”, diz.

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