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Saúde Raiva em morcego

Campo Grande confirma primeiro caso de raiva em morcego em 2026

O animal infectado foi encontrado no quintal de uma residência no bairro Vivendas do Bosque.

10/02/2026 às 07h28
Por: Redação
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Um alerta silencioso voltou a circular pelos quintais de Campo Grande. A capital registrou, em 2026, o primeiro caso de raiva em morcego no perímetro urbano, reacendendo a atenção das autoridades de saúde para um vírus que nunca deixou de existir, mas que exige vigilância constante.

O caso foi confirmado pela Prefeitura de Campo Grande nesta segunda-feira (9). O animal infectado foi encontrado no quintal de uma residência no bairro Vivendas do Bosque. Após ser isolado pela moradora, o morcego foi recolhido pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e encaminhado para exames laboratoriais, que confirmaram a presença do vírus da raiva.

De acordo com a veterinária do CCZ, Maria Aparecida Conche Cunha, não houve contato direto entre o morcego e os moradores da casa. “A moradora seguiu corretamente todas as orientações: isolou o animal e acionou o CCZ. Isso garantiu a segurança durante todo o procedimento”, explicou.

Segundo o centro, o registro serve como um alerta para a população de que o vírus da raiva segue em circulação na cidade. A recomendação é clara: ao encontrar um morcego caído no chão, voando durante o dia ou dentro de imóveis, a orientação é jamais tocar no animal, vivo ou morto.

“O comportamento atípico é um dos principais sinais de suspeita. O correto é isolar o morcego usando um balde, caixa ou pano, evitando a aproximação de pessoas e animais, e acionar imediatamente o CCZ”, reforçou a veterinária.

Crianças, idosos e animais domésticos devem ser mantidos afastados do local. O órgão destaca que o alerta não é motivo para pânico, mas para conscientização e comunicação rápida com as autoridades sanitárias.

Outro ponto enfatizado pelo CCZ é a vacinação anual de cães e gatos, considerada essencial para impedir a transmissão do vírus aos humanos. “Animais devidamente imunizados funcionam como uma barreira de proteção, evitando que o vírus chegue às pessoas”, afirmou Maria Aparecida.

O atendimento do Centro de Controle de Zoonoses ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h às 21h. Aos sábados, domingos e feriados, o serviço funciona das 6h às 22h. Os contatos disponíveis para acionamento são os telefones (67) 3313-5000 e (67) 2020-1794.

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