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Saúde Covid 19

Casos de Covid-19 dobram em MS e saúde cobra municípios para reforçar testes e vacinação

Secretaria estadual de saúde emitiu um ofício para as prefeituras dos 79 municípios reforçarem a vacinação completa e testagem de Covid-19 na população

16/11/2022 às 16h05
Por: Fonte: Midiamax
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Além da vacina, Cronograma também inclui ações preventivas (Foto: Midiamax/Arquivo)
Além da vacina, Cronograma também inclui ações preventivas (Foto: Midiamax/Arquivo)

Mato Grosso do Sul ainda não tem nenhum caso confirmado da nova variante da , chamada BQ.1. Mesmo assim os casos positivos para a doença voltaram a subir. A SES (Secretaria Estadual de saúde) emitiu ofício para as prefeituras dos 79 municípios reforçarem a vacinação completa e testagem.

Boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (16), mostra que a média de casos confirmados nos últimos sete dias é de 40,7. Mais que o dobro da média de 18,1 registrada na semana anterior.

De acordo com o secretário Flávio Brito, a secretaria continua monitorando os casos. Para ele, o aumento recente de positivos é consequência dos descuidos da população, aliado a negligência em relação às vacinas.

 
 

“O número de casos confirmados ainda não pressiona o atendimento de saúde e os óbitos são poucos, geralmente em pessoas que não completaram o ciclo vacinal disponível, são grupo de risco e abandonaram os cuidados como máscara e álcool”, afirma o secretário.

Preocupação com novas variantes da Covid-19

No ofício enviado aos municípios, a SES reafirma a necessidade dos cuidados em relação as novas variantes da Covid-19, confirmadas no país e que podem chegar ao Estado a qualquer momento.

Dessa forma, recomenda que diante do “alto potencial de gerar uma nova onda de casos de Covid-19”, as variantes causam “grande preocupação” na secretarial estadual que reforça a “necessidade urgente de fortalecimento das medidas mitigatórias contra o Coronavírus, além das rotineiramente já adotadas”.

 
 

O Estado também emitiu a Nota Técnica 25, onde relaciona como as secretarias devem agir diante de pacientes com sintomas respiratórios ou com teste positivo para a Covid-19. Na nota, o Estado recomenda o uso de máscaras à toda população e o distanciamento social.

É considerado pessoa com sintomas respiratórios, aquelas que apresentam tosse seca, dor de garganta, ou dificuldade respiratória, acompanhada ou não de febre.

Testagem e vacinação em Campo Grande

Campo Grande possui vacina e teste de Covid-19 em todas as unidades de saúde. Podem se vacinar com a primeira dose crianças de seis meses a dois anos incompletos, com comorbidades e crianças acima de 3 anos.

 
 

A terceira dose esta liberada para quem tomou a segunda dose há quatro meses e tem 12 anos ou mais. Já a quarta dose do imunizante é aplicada em pessoas com 35 anos. Trabalhadores da saúde e imunocomprometidos com 18 anos ou mais também. Também é necessário manter diferença de 4 meses da última dose da vacina.

Tanto Estado quanto a  de Campo Grande afirmam que seguem a recomendação do Ministério da Saúde quanto a aplicação das vacinas. Não há previsão de abrir a 4ª dose para novos grupos.

Variante BQ.1: pode existir nova onda em MS?

Apesar do Estado não ter casos da BQ.1 confirmados até o momento, existe a possibilidade de ter nova onda de contágio em Mato Grosso do Sul, assim como ocorreu com demais linhagens da Covid-19.

Segundo a infectologista Mariana Croda (CRM: 5853), da SES, isso acontece devido a inúmeros fatores: pessoas não vacinadas ou com esquema de imunização incompleto, aumentos da circulação de pessoas com festas do fim do ano e afins. Apesar disso, a especialista tranquiliza a população. “Mesmo com uma possível nova onda aqui no Estado, não vai ser na mesma gravidade igual ao passado”, diz.

Nesse sentido, ela ainda pontua que a gravidade da BQ.1 é a mesma das cepas já registradas anteriormente. Então, os grupos de risco continuam os mesmos:

  • Imunossuprimidos;
  • Pessoas não vacinadas ou com vacinação incompleta;
  • Idosos;
  • Portadores de doenças crônicas.

 

“Você aumenta o número de casos, aumenta o número de risco. Por isso, pessoas do grupo de risco podem vir a óbito. Além disso, a maior circulação do vírus permite nova variante e é isso que o Estado deseja suprimir. Afinal, as vacinas não previnem infecção, previnem sintomas graves e óbitos”, ressalta. Dessa forma, medidas individuais são imprescindíveis.

Campo Grande

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