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Pessoas infectadas e vacinadas adquirem "superimunidade", diz estudo

Pesquisa é da Oregon Health & Science University, dos Estados Unidos

25/01/2022 às 16h57
Por: Fabio Alves Fonte: Midiamax
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Reprodução
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Pessoas com infecção pelo novo coronavírus SARS-CoV-2 e que estão vacinadas adquirem "superimunidade", muito superior à proteção imunológica de quem apenas recebeu a vacina, mostra estudo divulgado hoje (25).

"Resposta imunológica medida no soro sanguíneo revelou anticorpos mais abundantes e eficazes do que imunidade gerada apenas pela vacinação", indicam conclusões de pesquisa da Oregon Health & Science University (OHSU), dos Estados Unidos, publicadas na revista Science Immunology.

O estudo foi feito antes do surgimento da variante Ômicron do SARS-CoV-2, mas pesquisadores esperam que respostas imunes híbridas sejam semelhantes à nova variante considerada altamente transmissível.

"Não faz diferença se uma pessoa é infectada e depois vacinada ou se é vacinada e depois infectada. Nos dois casos, obterá resposta imunológica muito robusta, incrivelmente alta", assegurou Fikadu Tafesse, coautor do estudo e professor de microbiologia molecular e imunologia da OHSU, citado em comunicado da instituição.

A pesquisa envolveu 104 pessoas vacinadas contra a covid-19 e divididas em três grupos: 42 vacinados sem infecção, 31 vacinados após infecção e 31 infectados depois da vacinação.

Com os participantes do estudo controlados por idade, sexo e tempo de vacinação e infecção, os pesquisadores recolheram amostras de sangue de cada um, que foram expostas a três variantes do vírus SARS-CoV-2 vivo em ambiente de laboratório.

Os especialistas da OHSU concluíram que os dois grupos com "imunidade híbrida" - infectados e vacinados - geraram maiores níveis de imunidade em comparação com o grupo vacinado sem infecção.

"A expectativa, neste momento, é que muitas pessoas vacinadas acabem infectadas e, portanto, com uma forma de imunidade híbrida", afirmou Bill Messer professor de imunologia e doenças infecciosas da OHSU, também citado no comunicado.

Para Marcel Curlin, professor de infecciologia na instituição norte-americana, a imunidade conferida pela infecção natural é variável de pessoa para pessoa, mas, quando combinada com a vacinação, "quase sempre fornece respostas muito fortes".

"Os resultados indicam o momento em que o SARS-CoV-2 poderá se tornar infecção endêmica leve, como doença sazonal do trato respiratório, em vez de pandemia", disse Curlin.

A covid-19 provocou 5,59 milhões de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia. A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no fim de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

A nova variante Ômicron, classificada como preocupante e muito contagiosa pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi registrada na África Austral e, desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta em novembro, tornou-se dominante em vários países.

 

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