
Ao longo dos últimos meses, a vacinação avançou muito e Mato Grosso do Sul chegou a ocupar o topo do ranking da imunização no país. A maioria da população já está imunizada no Estado, mas há aqueles que ainda teimam em não vacinar. Comparando com a população total, eles são minoria, mas representam 78,8 mil adultos sul-mato-grossenses que ‘fugiram’ da vacina.
Os dados são do Vacinômetro da SES (Secretaria de Estado de Saúde) e levam em consideração a população estimada de MS conforme o Data SUS. Entre a população adulta, 96,21% já estão vacinados com ao menos uma dose da vacina e 84,37% já estão completamente imunizados. Os ‘fujões’ representam somente 3,79% da população adulta. O número pode parecer pequeno considerando a estimativa de mais de 2 milhões de moradores de MS, mas são 78,8 mil adultos que não compareceram nem para tomar a 1ª dose.
Outro grupo contemplado pela campanha de vacinação é o de adolescentes de 12 a 17 anos. Conforme o Data SUS, são 246,4 mil adolescentes morando no Estado. Entre eles, 78,21% já tomaram ao menos uma dose da vacina e 39,62% já estão completamente imunizados. Entre os adolescentes, o quantitativo de pessoas que fugiram da vacina é maior e representa 21,79% dos adolescentes que não compareceram nem para tomar a D1. Levando em conta a estimativa populacional do grupo, são 53,6 mil adolescentes que não quiseram ser vacinados.
As informações do Vacinômetro ainda trazem dados sobre a situação da 3ª dose da vacina em Mato Grosso do Sul. O Estado foi um dos primeiros a vacinar os idosos com a dose de reforço e tem 51,03% desse grupo imunizados com a 3ª dose. Levando em conta a estimativa populacional, ainda há 226,5 mil idosos que não tomaram a D3. Contudo, é preciso ficar atento: para tomar a 3ª dose é necessário ter completado o ciclo vacinal com duas doses há quatro meses.
Com casos de coronavírus se multiplicando dentro das aldeias de Mato Grosso do Sul, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) se reúne com o Ministério da Saúde, nesta terça-feira (9), para pedir a revacinação da população indígena. Nas últimas semanas, aldeias de diversos municípios registraram surtos da doença e escolas indígenas tiveram aulas suspensas.
A reunião conta com a presença da secretária extraordinária de enfrentamento à Covid-19 do Ministério da Saúde, Rosana Leite. A SES tem defendido a dose de reforço para toda a população indígena aldeada, com o objetivo de conter os surtos nas comunidades. Na última sexta (5), o secretário estadual de saúde, Geraldo Resende, confirmou surtos nos municípios de Dourados, Tacuru, Paranhos e Japorã. A preocupação é que os casos se espalhem em todas as aldeias do Estado.
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