
O secretário de infraestrutura e diretor do Prosseguir (Programa de Saúde e Segurança da Economia), Eduardo Riedel, declarou que a variante Delta da covid "está chegando" a Mato Grosso do Sul.
Para monitorar a chegada da nova cepa, o governo do Estado prepara uma parceria com a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) para realizar o sequenciamento genético das amostras.
Atualmente, os casos são enviados para o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. Assim, o aproveitamento do laboratório da UFMS poderia agilizar e ampliar a capacidade do Estado em identificar a chegada da Delta.
Na manhã desta terça-feira (17), o governo de MS anunciou o fim do toque de recolher, baseado no avanço da vacinação e na queda das internações em UTIs (Unidade de Pronto Atendimento).
No entanto, para Riedel, essas flexibilizações podem ser rediscutidas. "Delta deve chegar, virá. Mas temos a população com cobertura vacinal ampla. Se precisar, não hesitaremos em retroceder [medidas restritivas]".
O secretário estadual de saúde, Geraldo Resende, confirmou a preocupação com a chegada da variante. "MS está ilhado. Não identificamos aqui ainda, mas há um controle rigoroso e contamos com parte da população vacinada".
Estudos mostram que a variante Delta apresenta sinais diferentes dos clássicos sintomas da Covid-19. Além disso, os imunizados apresentam sinais brandos, o que também pode confundir.
Quem tem sintomas como dor de cabeça, dor de garganta e coriza, logo pode pensar que se trata apenas de uma gripe. Contudo, estes são os sintomas mais relatados entre as pessoas vacinadas infectadas pela variante delta. O Estudo Zoe Symptom, realizado no Reino Unido, apontou que a nova variante se parece com um resfriado forte entre os jovens.
Os sintomas mais clássicos da Covid-19 eram a febre, tosse, perda de olfato e paladar. Contudo, com mais jovens vacinados e a disseminação da variante Delta, os sinais passam a ser diferentes. Confira a lista de sintomas mais observados entre as pessoas com a imunização completa, em ordem de predominância:
As vacinas disponíveis contra a Covid-19 possuem grande eficácia contra a variante delta do coronavírus. A conclusão vem a partir de uma série de estudos realizados em diferentes países.
No estudo, a agência governamental inglesa para a saúde pública (Public Health England) não discrimina as efetividades por vacina, mas sim resultados gerais. Na média, a efetividade dos imunizantes contra a variante delta ficou em 35% para casos sintomáticos da doença com uma dose, e em 79% com duas. Nota-se que a cepa reduz a eficácia global das vacinas, especialmente quando contamina organismos que tenham recebido apenas a primeira dose. Entretanto, seguem com alto grau de proteção.
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