
Com o estudo realizado na fronteira de Mato Grosso do Sul, os municípios receberam doses da Janssen, uma vacina que permite imunizar contra o coronavírus com apenas uma aplicação. Dados do Vacinômetro no portal Mais Saúde da SES (Secretaria de Estado de Saúde) indicam que já foram imunizados 94,7 mil moradores nas 13 cidades contempladas pelo estudo. O número equivale a 57,2% do quantitativo de doses recebidas. As vacinas remanescentes foram redistribuídas.
Os dados sobre a quantidade de vacinas de dose única aplicadas na fronteira foram levantados conforme informações da plataforma Mais Saúde. A cidade que mais aplicou vacina foi Ponta Porã, com 37,3 mil doses. Em seguida, Corumbá aplicou 24,9 mil doses. É importante ressaltar que além das doses aplicadas, cada município ficou com um pequeno quantitativo de doses para aplicar em quem perdeu o prazo.
Confira a quantidade de doses da Janssen aplicadas em cada uma das 13 cidades da fronteira de MS:
No fim de semana, foi celebrado o sucesso da primeira etapa do Projeto Vebra Covid-19. O infectologista da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), Julio Croda, que chefia a pesquisa, comentou que os municípios conseguiram atingir a meta de vacinação.
“Atingimos 90% de cobertura vacinal segundo o Data SUS e mais de 100% em relação ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul), de pessoas que possuem título eleitoral. É um ganho para todo o Estado, pois os demais municípios vão receber as doses remanescentes, além das primeiras doses que seriam enviadas aos 13 municípios, além de que irá diminuir a transferência de pacientes para grandes centros”, explicou no sábado (10).
Com o estudo nas 13 cidades de fronteira, Mato Grosso do Sul recebeu o quantitativo de 165 mil doses da vacina da Janssen, de dose única. O objetivo é criar um cinturão de imunização e de verificar a eficácia da vacina contra novas variantes. Ao todo, 61 mil doses de vacina remanescentes do estudo foram remanejadas para as outras 66 cidades do Estado.
Com a primeira etapa completa, o estudo agora vai avaliar a imunização em massa na fronteira. “Com a vacinação, o vírus vai continuar circulando, o objetivo principal da vacina é diminuir a transmissão, hospitalização e óbitos, mas é importante continuar com os cuidados de biossegurança”, reforçou o infectologista.
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