
Mato Grosso do Sul confirmou 2 casos de reinfecção de covid até agora, ambos confirmados pelo Instituto Adolfo Lutz em São Paulo. Apesar de muito se falar em casos de uma 2ª contaminação, muitas são as dúvidas sobre o assunto.
Os dois casos confirmados em MS foram registrados em um paciente de Ladário, de 47 anos, e uma jovem de Fátima do Sul, de 19 anos. As variantes detectadas foram B.1.1.33 e P2 no 1º caso e B.1.1.40 e P2 na 2ª ocorrência.
Primeiro, é importante ressaltar que, para que um caso de reinfecção seja confirmado laboratorialmente, é necessário que sejam seguidos procedimentos do protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde. O documento esclarece que o paciente precisa ter dois resultados positivos, verificados por meio da técnica de diagnóstico molecular (RT-PCR), com intervalo igual ou superior a 90 dias entre os dois momentos da infecção, independentemente da condição clínica.
Especialistas ainda não sabem precisar qual o real risco de reinfecção de covid, pois, em g eral, a maior parte das pessoas também não foi internada ou tratada em hospitais, o que abre uma lacuna nos registros dos bancos de dados.
Assim como nos casos registrados em MS, as variantes elevam o risco de contaminação pela 2ª vez, pois possuem maior carga viral, o que aumenta o índice de transmissão.
Um estudo conduzido por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostrou que a segunda infecção por Covid-19 pode provocar sintomas mais fortes que a primeira. Os cientistas acompanharam semanalmente um grupo de 30 pessoas, entre março e dezembro de 2020, verificando, independente de quaisquer sintomas, a presença do SARS-CoV-2 por diagnóstico molecular.
Do grupo analisado, quatro participantes testaram positivo, apresentando sintomas brandos na primeira infecção. Na segunda, os sintomas foram mais frequentes e mais fortes, incluindo febre e tosse, junto com fadiga, dor de cabeça, dor no corpo, perda do olfato e do paladar. Apesar disso, nenhum participante foi hospitalizado.
No geral, os estudos mostram que as pessoas se contaminam até duas vezes por covid, mas ainda há pesquisas acompanhando a situação, para monitorar se o coronavírus se assemelha ao vírus da gripe, em que a pessoa pode se contaminar várias vezes.
Ou seja, mesmo quem já tenha sido infectado uma vez pela doença, poderá se contaminar novamente, então, as medidas de prevenção devem continuar como uso de máscara e o distanciamento social.
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