
A produção de etanol na safra 2019/2020 deve atingir em 2019, 33,1 bilhões de litros, o que representa uma expansão de 7,1% com relação à temporada passada (30,95 bilhões de litros). Deste valor, as projeções são de que 9,72 bilhões sejam de etanol anidro e 23,42 bilhões de litros sejam de etanol hidratado. Segundo a União da Agroindústria Canavieira do estado de São Paulo (Unica), que divulgou os dados hoje (17), na capital paulista, esse é um valor recorde no atual ciclo agrícola.
Com o aumento da produção de etanol, na região Centro-Sul, a Unica espera que haja um incremento de 2,7 bilhões de litros na oferta do produto no mercado interno nesta safra, na comparação com o que foi oferecido no ciclo anterior. A expectativa é a de que as vendas do biocombustível no mercado brasileiro alcancem 33,5 bilhões de litros, dos quais 10,3 bilhões de litros de etanol anidro e 23,2 bilhões de litros de etanol hidratado.
Os dados mostram ainda que com esses números a participação em volume do etanol no consumo total de combustíveis líquidos deve chegar a 61,5% na safra de 2019/2020. De acordo com a Unica, a economia gerada em 2019 para os consumidores brasileiros com a utilização do combustível foi de R$ 3,4 bilhões. Além disso, foi alcançada uma redução de 80 milhões de toneladas de CO2 nas emissões de gases de efeito estufa.
O balanço aponta ainda que as vendas para o mercado externo devem atingir, na safra 2019/2020, 1,6 bilhões de litros. As importações devem totalizar 1,25 bilhões de litros neste ciclo.
Segundo o levantamento, pelo menos 34,29% da cana processada na safra 2019/2020 será destinada para a produção de açúcar, ante os 35,21% registrados no ciclo anterior. A produção de açúcar esperada para o final do ciclo é de 26,70 milhões de toneladas, uma alta de 0,72% na comparação com a oferta da safra 2018/2019.
Os dados da Unica mostram que até o dia 1° de dezembro foram processadas 575,29 bilhões de toneladas de matéria-prima na safra 2019/2020 no Centro-Sul do país. O valor esperado para o final do ciclo agrícola é de 590 milhões de toneladas, 2,9% a mais do que na safra anterior.
Questionado sobre os preços do etanol, o presidente da Unica, Evandro Gussi, afirmou que o etanol é regulado pelo mercado, ou seja, temos uma demanda aquecida, oferta suficiente para garantir o consumo, mas essa é uma política regulada por preço. "Se você tem demanda mais aquecida consequentemente tem-se preços que vão ter seu incremento". Segundo Gussi, se não existisse o etanol o gasto do brasileiro por quilômetro rodado seria muito maior. "O etanol no fundo é o melhor balanço de redução do preço do combustível Ciclo Otto que o mundo conhece".
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