Após pedido de socorro dos principais hospitais de Mato Grosso do Sul por risco de faltar medicamentos para sedar pacientes com covid que são submetidos a procedimento de ventilação mecânica invasiva, a SES (Secretaria Estadual de Saúde) aguarda nesta sexta-feira (26) a chegada de kits intubação enviados pelo Ministério da Saúde. Além disso, o Estado espera a entrega dos remédios por parte de empresas que venceram licitação.
A primeira remessa de medicamentos chegou na noite de quinta-feira (25) em Guarulhos, em São Paulo, por parte da União Química, que entregou 156 mil doses.
Assim, o governo federal iniciou a logística para envio das doses aos estados entre a noite de quinta-feira e a manhã dessa sexta-feira (26). A SES confirmou ao Jornal Midiamax que até às 9h30 ainda não havia recebido os kits.
Para reforçar o estoque do kit intubação, a SES realizou licitação para aquisição do kit intubação por conta própria e informou que aguarda a entrega desses medicamentos por parte das empresas vencedoras da licitação.
Por fim, a secretaria informou que “conseguiu empréstimo de medicamento de kit intubação para auxiliar os municípios”.
O Ministério da Saúde afirmou que mais de 2,8 milhões de unidades de medicamentos para intubação foram negociados com laboratórios farmacêuticos nesta semana.
O acordo com a União Química é de que até 30 de março sejam entregues 1,4 milhão de unidades de sedativos e bloqueadores neuromusculares. O Ministério da Saúde também firmou acordo com outras duas indústrias, a Cristália que deve entregar 1,2 milhão de unidades até o fim do mês, e com a Eurofarma, que acordou o envio de 212 mil unidades.
“No total, a missão realizada no início da semana garantiu mais de 2 milhões de unidades de medicamentos que integram o chamado kit intubação”, informou o Ministério da Saúde.
Carta divulgada na tarde de quinta-feira (25) por três hospitais de Campo Grande alerta para o risco de acabar os medicamentos que compõem o kit intubação.
De acordo com o comunicado assinado pela Santa Casa, Hospital Cassems e Hospital El Kadri, a situação de falta iminente de medicamentos ‘já se arrasta por dias’ e, sem solução, a tendência é que pacientes com Covid-19 que precisarem de intubação sejam expostos à ‘desassistência’.
Ainda conforme a nota, preços altos dos remédios em comparação ao valor de mercado vêm dificultando o procedimento de compra. “Os fornecedores não se comprometem com a entregam causando uma situação de pânico entre os profissionais da saúde, que já vislumbram um cenário caótico para os próximos dias”, diz a nota.
Por fim, os hospitais ‘clamam’ ao poder público que atue para resolver o desabastecimento dos medicamentos e também para que a sociedade contribua com a diminuição de casos, praticando isolamento social.
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