Enquanto a prefeitura ganhava tempo no Rio discutindo com o Judiciário o arresto de R$ 300 milhões para pagar os salários atrasados de funcionários terceirizados da Saúde, o prefeito Marcelo Crivella conseguiu fechar em Brasília um acordo que, segundo fontes, vai transferir cerca de R$ 150 milhões para o caixa do município.
A negociação teve o apoio do presidente Jair Bolsonaro. Os recursos são referentes a uma antiga dívida que a prefeitura cobra da União na Justiça relacionada a 23 unidades federais de saúde municipalizadas entre 1994 e 2000.
O acordo, que vai encerrar a ação judicial, vai ser formalizado nesta sexta-feira, no Rio, por Crivella e o ministro da Saúde em exercício, João Gabbardo.
A prefeitura alega que, em 14 anos, os repasses para manter as unidades municipalizadas — que incluem Postos de Assistência Médica (PAMs), o Instituto Philippe Pinel e os hospitais da Piedade e Rapahel de Paula e Souza, em Curicica — não foram corrigidos. Desde 2005, o município recebe cerca de R$ 100 milhões por ano.
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