Para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, a CNA, o plano é satisfatório. "Neste momento, em que ele está tendo uma dificuldade de tomar crédito generalizada, você aumentar os recursos públicos, você disponibilizar mais recursos públicos, você ajuda principalmente o pequeno e o médio produtor que tem mais dificuldade de acesso a crédito no mercado financeiro", disse Bruno Lucchi, superintendente técnico da entidade.
Por sua vez, a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), que representa o pequeno produtor, alega que o setor enfrenta prejuízos nesta pandemia, com perda de produção e dificuldade na comercialização. Por isso, esperava juros mais baixos, já que a Selic - taxa básica da economia brasileira - caiu para 2,25% - menor patamar da história.
O valor destinado à agricultura familiar será de R$ 33 bilhões, sendo R$ 2 bilhões a mais do que na safra passada. A taxa de juros vai variar de 2,75% a 4% ao ano, o que desagradou o setor.
"O governo passa uma mensagem para a agricultura familiar e para a sociedade de que não vai subsidiar, de que não vai apoiar a agricultura familiar, porque nós vamos pagar uma taxa de juros mais alta do que a Selic. Ou seja, não vai haver incentivo, não vai haver subsidio do estado brasileiro pra a agricultura familiar", criticou Aristides Santos, presidente da Contag.
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