As exportações brasileiras de carne bovina, considerando o produto in natura e processado, recuaram 1% em abril ante igual período do ano passado, informou a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), na última sexta (8).
Em abril, o país embarcou 135.587 toneladas de carne bovina e, com as vendas, gerou divisas na ordem de 577,3 milhões de dólares, 12% maiores que o faturamento obtido um ano antes, informou a Abrafrigo com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
A China, principal importadora da proteína, foi responsável por 53,7% das aquisições, com 80.056 toneladas. A Abrafrigo destacou ainda a elevação de 42,8% nos embarques para a Rússia e de 57,8% para a Arábia Saudita.
Em contrapartida, mercados como Chile, Egito e Emirados Árabes registraram quedas expressivas nas importações de carne bovina do Brasil, com recuos de respectivos 14,3%, 44,1% e 57,8%.
No acumulado dos quatro primeiros meses deste ano, as exportações do setor atingiram 543.881 toneladas, com receita de US$ 2,4 bilhões, alta de 1% em volume e 19% em faturamento, em comparação com o mesmo período de 2019.
"Para a Abrafrigo, caso a China mantenha seu ritmo de compras, as exportações brasileiras de carne in natura e processada deverão apresentar pequeno crescimento em volume em relação a 2019, mas o aumento das receitas pode superar os 10%", estimou a associação, sem dar mais detalhes.
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