
Um homem foi detido no final da tarde desta terça-feira (7) ao praticar direção perigosa na barreira sanitária montada nos altos da avenida Virgínia Ferreira, em Coxim. O empresário Antônio Alves Filho, de 61 anos, foi encaminhado para a delegacia de Polícia Civil e deve responder por dois crimes, direção perigosa e desacato.
Filho foi parado na barreira pelo secretário de Saúde de Coxim, Franciel Oliveira, e teria reclamado da abordagem, pois tinha pressa para chegar a uma oficina. Eles discutiram, mas, o secretário insistiu no atendimento, que é uma forma de prevenção à disseminação do Coronavírus (Covid-19), e só liberou o empresário depois de medir sua temperatura.
Conforme Franciel, ao ser liberado Filho praticou direção perigosa, saiu de forma brusca, cantando os pneus. O secretário conta que a frente da camionete conduzida pelo empresário tinha outros funcionários e uma teve de ser rápida para não ser atingida pelo veículo. Diante da situação, o Franciel pediu ajuda a equipe do Corpo de Bombeiros, que auxiliava na barreira sanitária.
A equipe foi até a oficina onde Filho parou, próxima da barreira, e deram voz de prisão. A Polícia Militar foi acionada e com apoio do GTRAN (Grupamento de Trânsito) conduziu o empresário para a delegacia. De acordo com os policiais, foi confeccionado boletim de ocorrência por direção perigosa. Entretanto, ele também deve responder por desacato, pois o secretário de Saúde é considerado uma autoridade sanitária. O mesmo vale para qualquer outro funcionário que esteja trabalhando na barreira sanitária.
Franciel lamentou o episódio e voltou a pedir que as pessoas colaborem com as barreiras sanitárias instaladas em Coxim. “Estamos trabalhando incansavelmente para evitar o Coronavírus em nossa cidade e se chegar que seja devagar para que nosso sistema consiga atender e tratar a todos, mas, sozinhos não conseguimos, precisamos da colaboração de todos.
O outro lado
Na delegacia, o empresário disse ao Edição MS que ficou nervoso, pois o atendimento na barreira estava demorando e ele tinha que pegar uma peça na retificadora que fecharia as 17 horas. Filho negou que tenha deixado o local cantando pneus, mas afirmou que saiu rápido com medo da oficina fechar. Para piorar, quando chegou a retificadora a peça nem estava pronta.
Segundo o empresário, ele passa todos os dias nas barreiras e sempre é parado, acreditando que é pela placa de sua camionete, que é do interior de São Paulo. A secretaria de Saúde afirma que o procedimento está correto, pois o fato da pessoa não apresentar sintomas hoje não quer dizer que ela não possa apresentar amanhã. A secretaria alertou que até veículos com placas de Coxim passaram a ser abordados.
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