O Ministério da Saúde confirmou neste sábado, 29, o segundo caso de coronavírus no Brasil. O paciente é um homem de 32 anos residente em São Paulo que chegou de viagem da Itália em 27 de fevereiro.
Já durante o voo, procedente de Milão, no norte do país europeu, o paciente apresentou sintomas e usou máscara facial, segundo a Secretaria de Saúde de São Paulo. O homem foi atendido pelo Hospital Israelita Albert Einstein nesta sexta-feira, quando fez o exame para a doença e relatou que havia tido febre e dores muscular e de cabeça. O resultado positivo saiu neste sábado.
O paciente está em isolamento domiciliar, uma vez que o quadro clínico é leve e estável. O homem teve contato apenas com a esposa, que não apresentou sintomas da infecção, mas também está em isolamento domiciliar.
O teste realizado no Einstein é considerado final e não será necessária a realização de uma contraprova. Segundo a Secretaria de Saúde, os laboratórios que identificarem casos do novo vírus pela primeira vez devem validar seus resultados em uma contraprova. Após essa validação, não é mais necessário que o laboratório passe por esse procedimento a cada novo exame realizado para diagnosticar a doença.
Como foi o Hospital Albert Einstein que atendeu e realizou o exame do primeiro paciente diagnosticado com o Covid-19 no Brasil, seu laboratório não precisa mais da contraprova. O primeiro paciente também é de São Paulo e viajou para a Itália. Os dois homens que testaram positivo para o novo coronavírus não possuem vínculo entre si.
Apesar da nova confirmação, a Secretaria afirma que não há mudança da situação nacional, pois não existem evidências de circulação do vírus em território brasileiro.
Neste sábado, o Ministério da Saúde atualizou o número de casos suspeitos para 207 no Brasil.
O surto de coronavírus já provocou mais de 2.900 mortes ao redor do mundo, a maioria na China continental. Até o momento, mais de 85.000 casos da Covid-19 já foram registrados, com infecções em todos os continentes, com exceção da Antártica. Neste sábado, os Estados Unidos registraram a primeira morte pela doença no país.
Apesar do medo causado pela chegada do coronavírus ao Brasil, o país está preparado para combater a propagação da infecção. “Para citar um exemplo emblemático, no caso do surto do H1N1, por exemplo, ocorrido em 2009, o Brasil passou a ter teste próprio da doença depois dos primeiros casos. Agora, o primeiro caso já foi detectado com o exame específico”, afirma o infectologista Celso Granato, diretor clínico da rede de laboratórios do Grupo Fleury.
Do ponto de vista da estrutura emergencial, o governo federal anunciou a distribuição de equipamentos de proteção individual, como máscaras e luvas, além de aparelhos de suporte ventilatório e medicamentos antigripais. As regiões urbanas do país já se organizam para liberar leitos e deslocar médicos especializados.
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