A disparada nos preços da gasolina, que chegou a subir mais de R$ 0,30 por litro no dia de hoje, está acirrando a queda de braço entre o Governo de Mato Grosso do Sul e os donos de postos.
Como o mercado é livre, o comércio é autoregulável, ou seja o governo não pode tabelar os preços. E mais, o Sinpetro (Sindicato dos Postos de Combustíveis e Lubrificantes de MS) alega que também não pode interferir.
Hoje (dia 12) entrou em vigor a lei estadual nº 5434 que modifica a alíquota de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) da gasolina que subiu de 25% para 30%, enquanto a do etanol teve redução de 25% para 20%.
Mas os proprietários dos postos se apressaram na alta, cobrando preço novo por combustível antigo. Os casos mais sérios são na gasolina que já supera R$ 4,69 em algumas bombas.
O Sinpetro se defende da fama de vilão dos preços e diz que não interfere nos preços. “Tem postos que já elevaram em R$ 0,20 a R$ 0,30, mas tem pelo menos 50% dos postos da cidade que não mexeram no preço”, justificou o gerente executivo do Sinpetro Edson Lazaroto. Ele reitera que pelos cálculos do sindicato, o reajuste seria de R$ 0,24 na gasolina.
“Como o mercado é livre não podemos interferir em nada”, salienta lembrando que na mesma proporção o preço do etanol não mudou em nada. São estoques antigos onde os preços ainda não foram modificados.
“Tem muitos postos que estão com os valores inalterados porque ainda tem estoque do combustível. Mas a previsão era que todo mundo iria aumentar o preço a partir de hoje e isto não se confirma. Hoje 50% dos postos estão com a gasolina no mesmo preço de ontem”, acrescentou.
Lazaroto salienta que ontem houve uma corrida dos consumidores aos postos. “O consumidor foi aos postos onde abasteceu em massa, acredito que 70% da frota abasteceu ontem com preço antigo. Mas a medida que vai terminando o estoque e chegando produto novo é que vai ser alterado, isso que está acontecendo”, garantiu.
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