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Vorcaro revelou ter pago US$ 30 milhões de dólares, cerca de R$ 155 milhões, a Alcolumbre

O depósito foi feito em conta secreta no exterior, após o senador ter dado apoio a demandas do Master

Redação
Por: Redação Fonte: Edição MS
14/06/2026 às 20h40

Uma nova proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, cita pagamento de propina ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e negócios com o PT da Bahia, de acordo com a revista Veja.

O que aconteceu

Vorcaro revelou ter pago US$ 30 milhões de dólares, cerca de R$ 155 milhões, a Alcolumbre. Segundo a reportagem, o relato feito aos investigadores aponta que o depósito foi feito em conta secreta no exterior, após o senador ter dado apoio a demandas do Master. A transação teria sido operada por Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro.

Alcolumbre negou as acusações e disse que processará Vorcaro. Em nota, a assessoria de imprensa da presidência do Senado informou que as alegações são "absolutamente falsas, não procedem e serão enfrentadas com a máxima firmeza". "O senador Davi Alcolumbre jamais recebeu valores, no Brasil ou no exterior. Diante da gravidade das acusações e dos danos causados à sua honra e à sua trajetória política, serão adotadas todas a medidas judiciais cabíveis, nas esferas cível e criminal", diz o posicionamento.

Proposta de delação também incluiu negócios com o PT baiano. Ainda de acordo com a Veja, o ex-ministro e ex-governador baiano Rui Costa é citado por Vorcaro. Não há referência sobre pagamento de propina, mas o ex-banqueiro teria prometido relatar como manteve em funcionamento um sistema de empréstimo consignado vinculado à folha de pagamento dos servidores estaduais, o chamado CredCesta. Como mostrou o UOL, o negócio rendeu lucros bilionários ao Master.

UOL procurou a assessoria de Rui Costa. Se houver resposta, o texto será atualizado. O ex-ministro tem negado qualquer envolvimento em irregularidades no Master.

PF informou ontem ao STF que rejeitou nova proposta de delação de Vorcaro. Os investigadores avaliaram que o ex-banqueiro não apresentou novidades em relação ao que já foi descoberto e não apontou crimes cometidos por parceiros. O conteúdo do acordo ainda está em análise na PGR (Procuradoria Geral da República). O procurador-geral, Paulo Gonet, orientou sua equipe a examinar o material com cautela e não tem prazo definido para finalizar essa análise.

Advogados veem motivação política em rejeição ao acordo, segundo a Veja. A equipe de defesa de Vorcaro teria feito chegar ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo, que PF e PGR não pareceram devidamente interessadas em passar a limpo algumas das graves denúncias, citando como exemplos o pagamento ao senador Davi Alcolumbre no exterior, caso que teria sido prontamente descartado.

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