A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou, na última segunda-feira (11), a proibição imediata da comercialização e divulgação de dois medicamentos à base de cannabis.
Os produtos Allandiol Forte Black 1:1 e Allandiol Full Spectrum 300 mg, tiveram restrições pela ausência de registro sanitário e pela falta de Autorização de Funcionamento (AFE) da empresa fabricante, o Instituto Alma Viva Ltda.
A fiscalização da agência identificou que os produtos das marcas Biocase e Allandiol estavam sendo vendidos e anunciados sem qualquer autorização oficial.
As irregularidades foram detectadas tanto no site da empresa quanto em perfis no Instagram, onde eram divulgados supostos benefícios terapêuticos sem aprovação científica da autoridade sanitária.
Devido ao potencial risco à saúde pública, a proibição é abrangente e se aplica a qualquer pessoa ou empresa que anuncie, venda ou divulgue esses medicamentos específicos. A decisão está fundamentada na Resolução 1.914/2026, publicada no DOU (Diário Oficial da União).
Em nota, o Instituto Alma Viva respondeu que a resolução publicada pela ANVISA cometeu um equívoco ao confundir as atribuições de diferentes empresas que compõem o mesmo grupo econômico, como a Biocase.
O texto esclarece que o Instituto dedica-se exclusivamente ao ensino e à pesquisa em saúde mental, não atuando na comercialização ou distribuição de produtos derivados de Cannabis. Além de apontar falhas na comunicação pública do órgão federal, a nota reforça o compromisso da instituição com a legalidade e o suporte terapêutico aos seus pacientes.
Por fim, o grupo manifesta a intenção de buscar ajustes administrativos para evitar danos reputacionais e garantir a precisão das informações divulgadas à sociedade.