Política Prisão domiciliar
Alexandre de Moraes concede prisão domiciliar a Bolsonaro
Decisão atende pedido da defesa por agravamento de saúde e prevê uso de tornozeleira eletrônica.
24/03/2026 15h17
Por: Redação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou nesta terça-feira (24) a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, em uma decisão que repercute diretamente no cenário político nacional.

A medida atende ao pedido da defesa, que alegou agravamento no quadro de saúde do ex-presidente, impossibilitando sua permanência no sistema prisional. Bolsonaro está internado no Hospital DF Star, onde se recupera de uma pneumonia bacteriana desde o último dia 13.

Prazo e condições da decisão

De acordo com a determinação do ministro, a prisão domiciliar terá duração inicial de 90 dias. Após esse período, a situação será reavaliada com base em novos laudos médicos, podendo ser prorrogada ou revogada conforme o estado de saúde do ex-presidente.

Além disso, Moraes estabeleceu medidas de controle rigorosas:

A domiciliar só passará a valer após a alta hospitalar.

Histórico recente pesa na decisão

A decisão também leva em consideração episódios anteriores envolvendo Bolsonaro. Em novembro do ano passado, antes de sua condenação no processo relacionado à tentativa de ruptura institucional, o ex-presidente chegou a ser preso após tentar descumprir regras ligadas ao monitoramento eletrônico.

O caso segue sob forte atenção jurídica e política, já que envolve um dos principais nomes da política brasileira recente e decisões diretas do STF.

Impacto político e jurídico

A concessão da prisão domiciliar reforça o debate sobre a aplicação de medidas humanitárias em casos de saúde, mesmo em processos de grande repercussão nacional. Ao mesmo tempo, mantém Bolsonaro sob vigilância do Estado, equilibrando questões legais e médicas.

A expectativa agora gira em torno da evolução do quadro clínico do ex-presidente e da reavaliação que será feita ao fim do prazo estabelecido.