A ministra do Planejamento, Simone Tebet, deve deixar o MDB nas próximas semanas para disputar uma vaga ao Senado por São Paulo na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação é da colunista Victoria Abel, do SBT News.
Embora Tebet ainda não tenha se manifestado oficialmente, integrantes da cúpula do MDB avaliam que as sinalizações feitas pela ministra apontam para a saída do partido. A tendência, segundo lideranças ouvidas nos bastidores, é que ela se filie ao PSB para viabilizar a candidatura em São Paulo.
A mudança ocorre em meio ao alinhamento do MDB paulista com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e à aproximação com a possível candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República no estado. Nesse cenário, a permanência de Tebet na legenda se tornaria incompatível com o projeto eleitoral ao lado de Lula.
Nos bastidores do PT, a candidatura da ministra ao Senado por São Paulo já é tratada como certa. A composição da chapa no estado deve contar ainda com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), e com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), que é apontado como candidato ao governo paulista.
Outro fator que reforça a saída de Tebet do MDB é o avanço das articulações no Mato Grosso do Sul, seu estado de origem. Segundo a apuração, o PT negocia aliança com a senadora Soraya Thronicke (Podemos), que deve compor a chapa de Lula ao Senado no Estado ao lado do deputado federal Vander Loubet (PT).
Soraya chegou a cogitar mudança de partido para consolidar o apoio, mas o Podemos teria autorizado sua permanência na legenda. O partido, presidido pela deputada federal Renata Abreu, tende a se alinhar nacionalmente à candidatura de Flávio Bolsonaro.
A eventual saída de Simone Tebet do MDB marca mais um capítulo na reorganização partidária de olho nas eleições e reposiciona a ministra no tabuleiro político, agora com foco em São Paulo.
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