Com valores corrigidos, novas regras de isenção do Imposto de Renda e calendário já definido, aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios do INSS podem conferir, a partir desta quarta-feira (21), quanto irão receber neste mês. Os pagamentos começam no dia 26 de janeiro e seguem até 6 de fevereiro, conforme o número final do cartão do benefício.
Quem recebe até um salário mínimo teve reajuste de 6,79%, percentual que acompanha a política de valorização do piso nacional. Já os segurados com benefícios acima do mínimo tiveram correção de 3,90%, índice referente ao INPC de 2025.
Com o reajuste, o valor mínimo pago pela Previdência Social passou de R$ 1.519 para R$ 1.621. O teto dos benefícios subiu de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55. Para quem começou a receber o benefício a partir de 1º de janeiro de 2025, o aumento será aplicado de forma proporcional.
A consulta pode ser feita pelo site ou aplicativo Meu INSS. Após o login, basta acessar a opção “Extrato de Pagamento” para conferir os detalhes do benefício.
Quem não tem acesso à internet pode ligar para a Central 135. O atendimento funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h. É necessário informar o CPF e confirmar dados cadastrais para evitar fraudes.
Outra mudança que passa a valer neste pagamento é a ampliação da isenção do Imposto de Renda. Beneficiários que recebem até R$ 5.000 por mês ficam totalmente isentos. Para quem ganha entre R$ 5.001 e R$ 7.350, haverá isenção parcial, com desconto progressivo. Acima desse valor, a tributação segue sem alterações.
O cronograma varia de acordo com o valor do benefício e o número final do cartão, sem considerar o dígito verificador.
Até um salário mínimo
Acima do piso nacional
Atualmente, cerca de 21,9 milhões de benefícios pagos pelo INSS têm valor de até um salário mínimo, o que representa 62,5% do total de 35,15 milhões de benefícios do Regime Geral de Previdência Social (RGPS). Outros 12,2 milhões recebem acima do piso nacional.
Enquanto os reajustes entram em vigor, a fila do INSS segue em patamar elevado. Quase três milhões de pessoas aguardam a concessão de benefícios previdenciários em todo o país.