Escolher um curso e apertar o botão da inscrição pode parecer um gesto simples, mas, para milhares de estudantes, ele marca o início de uma nova etapa. Em 2026, esse momento vem com mais possibilidades: o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) terá a maior oferta de vagas desde a criação do programa, com oportunidades espalhadas por todo o país — incluindo milhares delas em Mato Grosso do Sul.
As inscrições para o Sisu 2026 começam no dia 19 de janeiro e seguem até 23 de janeiro, exclusivamente pela internet, no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. A participação é gratuita, e cada candidato poderá escolher até duas opções de curso.
Ao todo, serão ofertadas 274.876 vagas em 7.388 cursos de graduação, distribuídos em 136 instituições públicas — entre universidades federais, estaduais, institutos federais e centros federais de educação tecnológica. Esta será a maior edição da história do programa, com crescimento de cerca de 5% em relação a 2025.
Em Mato Grosso do Sul, o Sisu 2026 vai disponibilizar 6.434 vagas em instituições públicas de ensino superior. As oportunidades abrangem diversas áreas do conhecimento e reforçam a presença do estado entre os que mais ofertam vagas na região Centro-Oeste.
Podem se inscrever no Sisu 2026 os estudantes que tenham feito ao menos uma das edições do Enem de 2023, 2024 ou 2025, desde que não tenham participado como treineiros e tenham obtido nota acima de zero na redação.
Durante a inscrição, o candidato poderá optar pela ampla concorrência, pela Lei de Cotas ou por ações afirmativas específicas das instituições, conforme o perfil informado no cadastro socioeconômico.
A principal mudança do Sisu a partir de 2026 está no critério de seleção. O sistema passará a considerar automaticamente a melhor média ponderada do candidato entre as três últimas edições do Enem, de acordo com o curso escolhido.
Em caso de empate, será considerada a edição do exame em que o estudante obteve a maior nota em uma das disciplinas, seguindo a ordem de prioridade definida no edital do Ministério da Educação (MEC).
Quem não for selecionado na chamada regular poderá manifestar interesse na lista de espera, que poderá ser utilizada pelas instituições ao longo de todo o ano para o preenchimento de vagas remanescentes.
Esta edição também marca a ampliação do número de instituições participantes. Doze novas instituições públicas passaram a integrar o sistema, somando 5.694 vagas adicionais. Parte desse crescimento está ligada aos investimentos do Novo PAC, que destinou R$ 3,8 bilhões para a expansão e modernização da educação superior federal.
Criado em 2010, o Sisu segue como a principal porta de entrada para a universidade pública no Brasil, reunindo, em um único processo seletivo, vagas gratuitas em instituições de ensino superior de todo o país.
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