Na disputa por uma vaga ao Senado nas eleições do ano que vem – para quem já tem votos de um segmento fiel ou que se identifica ideologicamente – como Capitão Contar-PRTB (preferido pelo nicho bolsonarista) e deputado federal Vander Loubet-PT (escolha natural do eleitorado petista) – o desafio maior deles é obter o segundo voto de quem vai votar em Reinaldo Azambuja (tucano que está indo para o PL) e Nelsinho Trad (PSD).
Para quem o ex-governador Reinaldo Azambuja – que lidera em todas as pesquisas e que vai para a disputa com apoio de cerca de 2/3 dos prefeitos de Mato Grosso do Sul e na coligação do candidato à reeleição, Eduardo Riedel-PP (que tem máquina na mão) – vai pedir o segundo voto?
Com a saída do PT da base do governo Riedel, Vander deixou de ser opção para segundo voto. Nelsinho tenta uma aproximação com a coligação PL/PP, mas corre o risco de perder a indicação para o segundo voto para Capitão Contar, que está em tratativas para ingressar em um partido que deve integrar a coligação pró-Riedel.
E como fica o segundo voto do eleitorado que votar em Capitão Contar ou Vander Loubet? Em um pleito polarizado, o petista raiz não vota em candidato identificado com a extrema direita como Capitão Contar; e o bolsonarista raiz, não vota em candidato de esquerda, identificado com o presidente Lula.
Bom para Reinaldo e Nelsinho? Nem tanto. Parte do eleitorado de Contar que não vota em candidatos de esquerda tem reservas, também, com Reinaldo e Nelsinho. E o eleitor do PT? Será que daria o segundo voto a um candidato do PL, do mesmo partido do ex-presidente Jair Bolsonaro?