Uma bebê de apenas um mês é a primeira morte pela dengue registrada em 2024 em Mato Grosso do Sul, segundo boletim epidemiológico da doença, divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) nesta terça-feira (20).
A menina é de Maracaju e teve os primeiros sintomas no dia 31 de janeiro. A morte foi registrada no dia 5 de fevereiro e a causa confirmada na semana passada. Ela não tinha nenhuma comorbidade.
De acordo com o boletim, outros dois óbitos ainda estão em investigação. Neste ano, foram 1.041 casos registrados no Estado e outros 3.207 em prováveis de serem dengue. Desde 2021, os casos de dengue têm aumentado em MS.
Em 2021, foram 8.027 casos confirmados, seguido por 21.328 em 2022 e bateu recorde em 2023 com 41.046 confirmações. No ano passado, foram 42 mortes pela doença no Estado.
A dengue pode se manifestar de diversas maneiras no indivíduo, desde a ausência de sintomas até casos mais graves que incluem hemorragias. Estar atento aos primeiros sinais da doença é fundamental e evita o agravamento do vírus transmitido pelo Aedes aegypti.
Em geral, a dengue é dividida em fase febril, referente aos primeiros dias de manifestação da arbovirose, e fase crítica, que costuma ocorrer após o quinto dia de sintomas. De acordo com a médica infectologista Mariana Croda, quanto mais desenvolvida a doença no organismo do paciente, maiores as complicações e a dificuldade para revertê-las. Por isso, o reconhecimento precoce é imprescindível nesse momento.
Entre os sintomas mais comuns da dengue estão febre, dor no corpo, fraqueza extrema e cansaço, dor de cabeça e dor atrás dos olhos. Manchas na pele e sangramentos de gengiva, nariz ou aumento do fluxo menstrual também podem ocorrer ocasionalmente.
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