A segunda fase da Operação Successione, contra o jogo do bicho, foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaego), nesta quarta-feira (12), para cumprir 12 mandados de prisão preventiva e 4 de busca e apreensão em Campo Grande.
Conforme o Gaeco, a partir do material apreendido durante a primeira fase, desencadeada no dia 5 deste mês, foi descoberto o envolvimento de várias outras pessoas na organização criminosa. A organização criminosa, segundo levantamentos, agia de maneira violenta para estabelecer ou domínio no Estado, mesmo depois da ação policial ocorrida em outubro de 2023, quando as máquinas caça-níqueis foram apreendida pelo Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras), numa casa no Bairro Monte Castelo, continuou a investir na aquisição de máquinas para operar o jogo do bicho nesta Capital.
A organização é integrada por policiais militares da reserva e de 1 (um) ex-policial militar (excluído dos quadros da corporação), que se valiam de sua condição, especialmente do porte de arma de fogo, como forma de subjugar a exploração do jogo ilegal aos mandos e desmandos da organização criminosa, tudo para tornar Campo Grande novo território sob seu comando.
Ao final desta fase da investigação, o Gaeco concluiu que 15 pessoas, todas denunciadas no fim da tarde de ontem, cada qual a sua maneira, integravam organização criminosa armada, estruturalmente ordenada e com divisão de tarefas, voltada à exploração ilegal do jogo do bicho, roubos triplamente majorados, corrupção, entre outros crimes graves.
Rememorando, o nome da operação faz alusão à atual disputa pelo controle do “jogo do bicho” em Campo Grande, com a chegada de novos grupos criminosos que migraram para a Capital após a “Operação Omertà”.
Investigação - As apurações que levaram à Operação Successione começaram após a polícia apreender 700 máquinas de apostas em um imóvel no Bairro Monte Castelo, em Campo Grande, em outubro deste ano. Entre a "turma do baralho", estavam major Gilberto Luiz dos Santos, o Major G. Santos”, e o sargento Manoel José Ribeiro, “o Manelão”, ambos da reserva da Polícia Militar.
Depois deste flagrante, foi desencadeada a 1ª fase da operação, no dia 5 de dezembro de 2023. Além dos militares, também foi preso Diego de Souza Nunes. Os três eram assessores do deputado estadual Neno Razuk (PL), e foram exonerados.
Também foram presos na 1ª fase da operação Júlio César Ferreira dos Santos, filho do major G. Santos; Valmir Queiroz Martinelli; Matheus Aquino Júnior e Taygor Ivan Moretto Pelissari, este último preso em Ponta Porã. Investigações do Gaeco constataram, que a rede "tem grave penetração nos órgãos de segurança pública e conta com policiais para o desempenho de suas atividades, revelando-se, portanto, dotada de especial periculosidade".