Justiça Conselho Tutelar
Presidente da Câmara de Alcinópolis usa tribuna para desmentir fake News divulgada em site de noticias, dizendo que MPMS inocentou vereadora de denuncia.
Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi instalada na Câmara para investigar as condutas da vereadora no dia da eleição para o Conselho Tutelar e está em andamento.
06/11/2023 15h13 Atualizada há 3 anos
Por: Fonte: Redação
(Divulgação)

Na sessão realizada nesta segunda-feira (06/11), o presidente da Câmara de Alcinópolis, vereador Valdeci Passarinho (União), utilizou a tribuna para desmentir uma notícia falsa que está circulando na cidade após ser veiculada em um site de notícias. 

A matéria, publicada no site denominado Fato67, não possui a assinatura de um redator responsável e aborda uma denúncia feita ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) por um irmão de uma candidata ao Conselho Tutelar. A denúncia solicita ao MPMS que investigue supostas irregularidades na eleição do Conselho Tutelar de Alcinópolis.

Valdeci Passarinho esclareceu que o site em questão tenta induzir a população a acreditar que a Câmara de Vereadores está cometendo uma injustiça contra a referida vereadora.

 Ele argumentou que a denúncia feita pelo irmão da candidata se refere a alegadas infrações à lei do CMDCA que proíbe que parlamentares em exercício de mandato, como prefeito, vice-prefeito e vereadores, façam campanha para candidatos ao Conselho Tutelar, conforme estipulado na resolução do CMDCA.

O vereador expressou sua preocupação com a narrativa que está sendo construída para confundir as pessoas, caracterizando-a como má-fé ou falta de conhecimento. Ele afirmou: "Nisso eu me sinto na obrigação de vir aqui como parlamentar e expor o meu pensamento. Estão fazendo duas coisas: tentando descredibilizar a atuação da presidência da casa e tentando descredibilizar todos os senhores vereadores."

Valdeci Passarinho concluiu sua fala fazendo um alerta à população: "Ao ouvirem narrativas de que o Ministério Público inocentou alguém por causa de fatos narrados por uma denúncia de irmão de uma candidata a conselheira, desconsiderem, pois é MENTIRA das grandes. O Ministério Público disse que a competência é do CMDCA, que terá que apurar e remeter isso ao Ministério Público. Até lá, ninguém está condenado e ninguém está inocentado."

O desenrolar desse cenário político tem gerado muita polêmica na cidade, especialmente porque envolve uma vereadora que teve sua cunhada como candidata ao Conselho Tutelar municipal.

Em diversas decisões por todo o Brasil, dezenas de candidatos eleitos tiveram suas candidaturas impugnadas devido a apadrinhamento político direto em suas campanhas.

Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi instalada na Câmara para investigar as condutas da vereadora no dia da eleição para o Conselho Tutelar e está em andamento, na fase de oitivas de testemunhas. A CPI tem um prazo de até 120 dias para apresentar seu relatório final

Nossa reportagem entrou em contato com a presidente do CMDCA, Simone Elias, que afirmou que só se manifestará sobre o caso depois que a comissão responsável por julgar esses casos apresentar seu relatório, o que ainda não ocorreu até o momento.

Por: Fernando Dias DRT/MS 00462