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Menina de 2 anos foi 30 vezes ao posto de saúde antes de morrer

Mãe e padrasto foram presos por homicídio qualificado; mãe também foi autuada por omissão.

27/01/2023 às 14h23
Por: Fonte: Idest
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Delegado Pedro Henrique Pillar Cunha, plantonista da Depac Centro. (Henrique Kawaminami)
Delegado Pedro Henrique Pillar Cunha, plantonista da Depac Centro. (Henrique Kawaminami)

O pai da criança de dois anos, espancada e morta nesta quinta-feira (26), já havia denunciado situação de maus-tratos à polícia e ao Conselho Tutelar. A menina tinha 30 atendimentos médicos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Coronel Antonino, segundo a própria unidade. A mãe e o padrasto da criança foram presos pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil.

Segundo o delegado Pedro Henrique Pillar Cunha, que atendeu o caso, são "várias ocorrências para uma criança de dois anos e sete meses". O pai, de 28 anos, afirmou que quando a menina ia para sua casa notava que ela estava sendo espancada e já tinha registrado boletins de ocorrência.

Entre os 30 atendimentos anteriores à morte, em um deles a menina deu entrada com fratura na tíbia. O delegado afirma que o pai tinha todos os recursos para que essa criança fosse afastada do padrasto, de 25 anos.

Entenda - A criança já deu entrada em óbito na UPA, na noite desta quinta-feira. As médicas constataram que ela já estava morta havia cerca de quatro horas "com sinais de rigidez cadavérica", muitas lesões no corpo e indícios de violência sexual.

As médicas disseram que mesmo após notícia da morte, a mãe "continuou calma". Apenas expressou preocupação ao ser informada que a polícia seria acionada.

As equipes policiais foram na casa da família, na Vila Nasser, e quando chegaram o suspeito disse que já esperava pela polícia. O padrasto afirmou que corrigia a enteada com socos e tapas, mas na data da morte, não havia batido na menina. A agressão teria ocorrido três dias atrás. A mãe, de 24 anos, também corrigia a menina da mesma maneira. Ela contou que a filha ficava sob os cuidados do marido enquanto trabalhava.

Sobre a possível violência sexual, apenas exame irá confirmar. O caso foi atendido pela delegacia de plantão, mas deve ser investigado pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).

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