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Geral Cotidiano

Plano de sequestro de agentes federais pelo PCC estava em computador de advogada de MS

A advogada de Três Lagoas foi presa na última quarta-feira (12), na operação Anjos da Guarda

12/08/2022 às 11h11
Por: Fonte: Midiamax
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Marcos Camacho, o Marcola (líder do PCC). (Foto: Adriano Machado)
Marcos Camacho, o Marcola (líder do PCC). (Foto: Adriano Machado)

O plano de resgate de servidores públicos federais que seriam moeda de troca para a liberdade de líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital), encarcerados em presídios federais do país, foi encontrado no computador da advogada de Três Lagoas, presa durante a deflagração da Operação Anjos da Guarda, na última quarta-feira (10).

A  teria coletado estas informações do computador da advogada. Os agentes sequestrados deveriam ser levados para um cativeiro longe de seu local de origem, e caso, não houvesse negociação, os agentes sequestrados deveriam ser assassinados, segundo a coluna de Josmar Jozino. 

Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, transferido de Brasília para a capital de Rondônia em março deste ano, era um dos líderes do PCC que seria resgatado. A mulher de Marcola também foi alvo da PF, em seu condomínio em Alphaville, na capital paulista. 

Segundo a PF, os presidiários do PCC, defensores e visitantes falavam em código para tratar do plano de resgate e mencionavam as siglas "STF" - que se referia a  da liderança presa em Brasília, e "STJ", - que se referia a cobrança de andamento da ação.

Plano de resgate

Foi descoberto plano de resgate de líderes do PCC, encarcerados nas penitenciárias federais de Brasília e Porto Velho. Conforme a investigação, a facção planejava até sequestrar autoridades dos estados para negociar a soltura de algumas lideranças do crime.

Entre os presos beneficiados com o plano de resgate está Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, que foi transferido de Brasília para a capital de Rondônia em março deste ano. O plano contava com uma rede de comunicação estabelecida entre advogados para transmitir tanto as cobranças dos custodiados quanto os retornos das mensagens dos criminosos envolvidos no resgate.

Os investigados aproveitavam os atendimentos e as visitas em parlatório, usando códigos para a comunicação. Ainda segundo a investigação, quatro advogados ligados ao PCC acabaram presos. Além do provável resgate dos presos, a organização criminosa pretendia sequestrar autoridades para conseguir a soltur

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