Boletim do Ministério da Saúde, divulgado na noite desta quinta-feira (9), revela que subiu para 11 o número de notificações da Monkeypox, a varíola dos macacos, no Brasil. Mato Grosso do Sul continua com um caso suspeito que segue em investigação.
Em 24 horas foram duas novas notificações da doença no país. São Paulo confirmou definitivamente o primeiro caso da doença, após resultado de contraprova divulgado na noite de ontem (9). Este caso ainda não foi contabilizado no boletim diário nacional.
Segundo os últimos dados, os dois novos casos suspeitos foram registrados no Rio de Janeiro e em São Paulo. O primeiro caso confirmado no Brasil é um homem de 41 anos que viajou recentemente para Espanha e Portugal. O homem está bem e segue internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas.
O caso suspeito de Mato Grosso do Sul é um adolescente boliviano de 16 anos internado na Santa Casa de Corumbá, distante 444 quilômetros da Capital, desde o fim de maio.
Em boletim divulgado na última sexta (3), a diretoria-técnica da Santa Casa de Corumbá informou que o adolescente boliviano passa bem, teve melhoras nas lesões que possui pelo corpo e que a equipe médica aguarda resultado dos exames. O laudo que vai determinar a infecção que acometeu o jovem fica pronto em meados do dia 20 de junho.
O Jornal Midiamax procurou a secretaria municipal de Saúde de Corumbá para atualização sobre a investigação do caso do adolescente, mas não houve retorno até a publicação deste texto.
Na semana passada, o MPMS (Ministério Público Estadual) determinou a implementação de um plano de contingência contra a varíola dos macacos em Mato Grosso do Sul.
O grupo contará com a SES-MS (Secretaria de Estado de Saúde), Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) de Campo Grande, Conselho Municipal de Saúde, Conselho Regional de Enfermagem, Comissão de Saúde da Câmara Municipal, Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa e Comissão de Saúde da OAB-MS.
Os trabalhos do grupo devem seguir orientações emitidas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em nota técnica publicada no mês passado que detalha o que se sabe até agora sobre a doença e procedimentos para notificação de casos.