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Bolsonaro pede união a governadores na luta contra a Covid-19

O Plano Nacional de Vacinação contra a covid-19, apresentado pelo governo, prevê quatro grupos prioritários que somam 50 milhões de pessoas, o que vai demandar 108,3 milhões de doses de vacina

16/12/2020 às 14h59
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Bolsonaro pede união a governadores na luta contra a Covid-19

Em um discurso pacificador no lançamento do plano nacional de vacinação, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira, 16, que o País se aproxima de uma "alternativa concreta" para o combate à covid-19. Apesar de embates contra governos estaduais desde o início da pandemia, em especial com o paulista João Doria (PSDB), Bolsonaro destacou que todos os governadores estão unidos pelo "bem comum" e minimizou "exageros" ocorridos.

"A grande força que todos nós mostramos agora é união para buscar solução de algo que nos aflige há meses. Se algum de nós extrapolou ou até exagerou foi no afã de buscar solução", disse. "Nós todos irmanados estamos na iminência de apresentar uma alternativa concreta para nos livrarmos desse mal, que é o plano nacional de operacionalização da vacinação contra a covid-19", afirmou.

Bolsonaro ressaltou que o País conta com "27 governadores com um só propósito: o bem comum e a volta à normalidade". O chefe do Executivo voltou a repetir que o governo irá adquirir imunizantes de empresas que se encaixarem "nos critérios de segurança e efetividade" da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para isso, citou a promessa já anunciada de editar medida provisória de crédito especial de R$ 20 bilhões.

O presidente ressaltou ainda que a Anvisa é uma agência "referência" e de "participação fundamental na decisão de qual vacina deve ser apresentada de forma gratuita e voluntária para todos os brasileiros". "Peço a Deus que estejamos certos. A solução está por vir", reforçou. Ele afirmou ainda que espera "brevemente" o retorno do País à normalidade.

Em seu discurso, o presidente também agradeceu e elogiou a atuação do presidente da Anvisa, Antônio Barra, e a coordenação do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Em mais um sinal de paz, Bolsonaro disse que deputados e senadores foram "excepcionais" no apoio ao governo para o combate à pandemia e o socorro de Estados e municípios.

O plano - O plano está dividido em dez eixos, que incluem descrições sobre a população-alvo para a vacinação; as vacinas já adquiridas pelo governo e as que estão em processo de pesquisa; a operacionalização da imunização; o esquema logístico de distribuição das vacinas pelo país; e as estratégias de comunicação para uma campanha nacional. O documento entregue não indica data para início da vacinação.

Doses - O Plano Nacional de Vacinação contra a covid-19, apresentado pelo governo, prevê quatro grupos prioritários que somam 50 milhões de pessoas, o que vai demandar 108,3 milhões de doses de vacina, já incluindo 5% de perdas, uma vez que cada pessoa deve tomar duas doses em um intervalo de 14 dias entre a primeira e a segunda injeção.

O primeiro grupo prioritário, a ser vacinado na Fase 1, é formado por trabalhadores da saúde (5,88 milhões), pessoas de 80 anos ou mais (4,26 milhões), pessoas de 75 a 79 anos (3,48 milhões) e indígenas com idade acima de 18 anos (410 mil).

A Fase 2 é formada por pessoas de 70 a 74 anos (5,17 milhões), de 65 a 69 anos (7,08 milhões) e de 60 a 64 anos (9,09 milhões).

Na Fase 3, a previsão é vacinar 12,66 milhões de pessoas acima dos 18 anos que tenham as seguintes comorbidades: hipertensão de difícil controle, diabetes mellitus, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, indivíduos transplantados de órgão sólido, anemia falciforme, câncer e obesidade grave (IMC maior ou igual a 40).

Na Fase 4, deverão ser vacinados professores do nível básico ao superior (2,34 milhões), forças de segurança e salvamento (850 mil) e funcionários do sistema prisional (144 mil). O Ministério da Saúde pondera, no documento, que os grupos previstos ainda são preliminares e poderão ser alterados.

Vacinas em números - Segundo o plano, o governo federal já garantiu 300 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 por meio de três acordos: Fiocruz/AstraZeneca (100,4 milhões de doses até julho de 2020 e mais 30 milhões de doses por mês no segundo semestre); Covax Facility (42,5 milhões de doses); Pfizer (70 milhões de doses ainda em negociação).

Para operacionalizar a campanha nacional de vacinação, o plano do governo prevê capacitação dos profissionais de saúde do Sistema Único de Saúde e também um esquema de recebimento, armazenamento, expedição e distribuição dos insumos, que são o próprio imunizante, além das seringas e agulhas.

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