
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), força-tarefa conjunta entre a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), pelo Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG) e pelo Departamento Penitenciário Federal (Depen Federal), deflagrou, na manhã de hoje (31), a Fase 2 da operação “Caixa Forte” que investiga o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro praticados pelo PCC – Primeiro Comando da Capital.
A Operação acontece no mesmo dia em que a facção criminosa Primeiro Comando da Capital completa 27 anos. Criado por presidiários de São Paulo, o PCC teve como ponto de partida o episódio que ficou conhecido como massacre do presídio do Carandirú em que 111 internos foram mortos por policiais militares na extinta Casa de Detenção de São Paulo.
Na ação são cumpridos 422 Mandados de Prisão Preventiva e 201 Mandados de Busca e Apreensão em 19 Estados da Federação e no Distrito Federal, além do bloqueio judicial de até R$252 milhões expedidos pela 2ª Vara de Tóxicos de Belo Horizonte.
Em Mato Grosso do Sul e são cumpridos 122 mandados em pelos menos 11 cidades. São mandados de busca e apreensão e de prisão. Os mandados são cumpridos em Campo Grande, total de 28, em Corumbá 1 mandado, em Três Lagoas com 1 mandado, Aquidauana, Água Clara, Paranaíba, Bataguassu e Dourados também com um mandado de busca e apreensão e dois em Ribas do Rio Pardo. Mandados de prisão também são cumpridos em Dourados com 3 mandados, Campo Grande com 74 mandados, Bonito, Bandeirantes, Água Clara, Aquidauana e Três Lagoas com 1 mandado e dois em Ribas do Rio Pardo . São cumpridos mandados em estabelecimentos prisionais do Estado, um total de cinco.
Os presos são investigados pelos crimes de participação em organização criminosa, associação para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, cujas penas cominadas podem chegar a 28 anos de prisão.
De acordo com a Polícia Federal, na primeira fase da Operação Caixa Forte Fase as investigações revelaram que os valores resultantes do comércio ilícito de drogas eram, em parte, canalizados para inúmeras outras contas bancárias da facção. Parte do dinheiro funcionava como auxílio aos membros da facção que cumprem penas em presídios.
A investigação identificou 210 integrantes do alto escalão do PCC recolhidos em Presídios Federais. Os criminosos indicavam contas de pessoas que não pertencem à facção para que os valores, resultantes das atividades ilícitas, ficassem ocultos e supostamente fora do alcance do sistema de justiça criminal. Esta é a maior operação policial da história contra a facção, sendo cumpridas mais de 876 ordens judiciais- entre prisões, buscas e sequestro de valores -simultaneamente, em mais de 90 cidades brasileiras.
O objetivo é desarticular a organização criminosa por meio de sua descapitalização, atuando em conformidade com as diretrizes do órgão de enfrentamento à criminalidade organizada por meio da abordagem patrimonial, além da prisão de lideranças.
Policia Homem armado é preso por se passar por policial do Choque e ameaçar matar PMs em Coxim
Geral Assessor de Lídio Lopes é preso com R$ 127 mil para compra de votos e tenta subornar policiais
Policia Criança é mantida por 4 horas em imóvel, estuprada e queimada com cigarro Mín. 26° Máx. 40°
