
Paulo Henrique, estudante do 3° ano do Ensino Médio da Escola Estadual Comandante Maurício Coutinho Dutra, tem 17 anos e, com seu projeto de pesquisa sobre Violência Contra a Mulher e Feminicídio, representa o município de Sonora e o estado de Mato Grosso do Sul na 1ª edição da Feira Brasileira de Jovens Cientistas (FBJC).
Com o trabalho intitulado “#LutandoPorElas: conscientização social e análise situacional da violência contra a mulher e feminicídio na contemporaneidade”, e na orientação das historiadoras Jacqueline de Carvalho Valentim e Maria Sirene da Silva, Paulo realiza o levantamento de estatísticas dos pequenos centros urbanos brasileiros – com ênfase nos municípios da região norte sul-mato-grossense – sobre a violência doméstica e familiar e sobre a morte de mulheres em razão do gênero, bem como promove palestras de conscientização sobre a temática.
“As crescentes estatísticas de Violência Contra a Mulher e Feminicídio em Sonora e no Brasil me fizeram repensar no que eu poderia ajudar para combater a perpetuação do machismo e, em conjunto das minhas orientadoras, pensamos em promover uma conscientização efetiva, com palestras à população sonorense e coletar e divulgar dados dos pequenos municípios, em parceria com as Delegacias de Polícia Civil, pressionando o poder público a promover políticas públicas efetivas que garantam a vida das mulheres. A luta pela vida das mulheres depende de todos. Juntos podemos mudar a realidade brasileira!”, destacou Paulo.
Além de concorrer à premiações específicas de melhor projeto, por exemplo, o projeto de Paulo também está participando de uma votação popular. Para conhecer mais sobre esse trabalho, e também “curtir” para ajudá-lo, basta acessar esse link: https://fbjc.com.br/mostraDetalhes.php?projeto=325
Paulo comenta que está muito entusiasmado com a participação na feira de ciências e que, após terminar o ensino médio, pretendo continuar engajado no ramo da pesquisa. “Estar entre os cerca de 300 projetos que concorrem à uma premiação na FBJC 2020 é motivo de muito orgulho; é poder evidenciar que a educação pública é transformadora e que a ciência vai muito além de experimentos em laboratórios. Por enquanto, ainda não sei que faculdade quero fazer, mas pretendo escolher um curso que me possibilite aprimorar minha pesquisa. E, com certeza, desejo incentivar outros jovens a desenvolverem ciência, a serem protagonistas. O futuro está aí e cabe a cada um de nós promover mudança onde é necessário!”, finalizou.
Mín. 18° Máx. 32°
