
O governador Reinado Azambuja (PSDB) é um dos defensores do adiamento das eleições municipais. Para ele, não há “clima” para realizar o primeiro turno em outubro diante de milhares de mortes causadas pela covid-19 e das atenções voltadas ao controle da pandemia do coronavírus.
“Não temos clima hoje no País para isso. Se prorrogar mais para o fim do ano, a gente vai ter saído dessa fase aguda, até para os candidatos fazerem campanha. Acho que é por isso que este projeto está pegando força”, comentou em entrevista ao Campo Grande News.
Embora a pandemia tenha vindo como desafio para candidatos que terão também de reinventar métodos de fazer campanha, Reinaldo acredita que mais para a frente será possível marcar reuniões e fazer visitas.
Nessa segunda-feira (25), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso tomou posse como presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e descartou prorrogar mandatos e adiar as eleições municipais para o próximo ano, mas em função pandemia, admitiu a possibilidade de mudar a data das votações.
“As eleições municipais somente devem ser adiadas se não for possível realizá-las sem risco para a saúde pública. Em caso de adiamento, ela deverá ser pelo prazo mínimo e inevitável. Prorrogação de mandatos, mesmo que por prazo exíguo, deve ser evitada até o limite. E o cancelamento das eleições municipais para fazê-las coincidir com as eleições nacionais em 2022 não é uma hipótese sequer cogitada”, disse.
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