
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul confirmou no final da tarde desta quinta-feira (5) que o corpo encontrado dentro de um tambor de plástico, no início da manhã, em Ponta Porã, é do estudante Alex Ziole Areco Aquino, 14, que estava desaparecido desde o dia 23 de novembro.
Filho de mãe brasileira e de pai paraguaio, Alex morava em Ponta Porã, mas tinha sido visto pela última vez em Pedro Juan Caballero, onde mora o pai. As duas cidades são separadas por uma rua e os moradores de ambos os lados da Linha Internacional circulam livremente entre um lado a outro da fronteira.
Alex tinha desaparecido alguns dias depois de brigar com outro adolescente no banheiro de uma escola em Pedro Juan Caballero. Ele foi visto pela última vez sendo levado por desconhecidos em uma caminhonete. Foi sequestrado e submetido ao chamado “tribunal do crime”. A família fez protestos nas duas cidades para cobrar resultado da investigação policial.
Por volta de 7h de hoje, moradores que passavam pelo rodoanel encontraram o tambor de plástico azul na margem da estrada de terra. Dentro havia um corpo em decomposição.
Prolongamento da Rua Guia Lopes, entre os bairros Estoril e São João, o rodoanel é ponto de desova de cadáveres. Pelo menos cinco pessoas executadas foram deixadas no local só neste ano.
Mesmo antes da identificação, moradores da fronteira levantaram a suspeita de que poderia ser Alex Aquino.
O delegado Alcides Bruno Braun, da Polícia Civil, responsável pela investigação sobre o desaparecimento do lado brasileiro, disse de manhã que partes do corpo foram desenterradas e colocadas dentro do tambor.
A pressão contra os criminosos aumentou após policiais dos dois lados da fronteira apertarem o cerco para descobrir o paradeiro do garoto. Temendo serem descobertos, os autores do crime teriam desenterrado o corpo e deixado no tambor.
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