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Mulheres protestam com varal de calcinhas contra machismo na ALMS

A ação virou notícia em todo Brasil, e motiva outras mulheres a gritarem por seus direitos, exigindo respeito aos representantes populares.

04/03/2020 às 09h34
Por: Fonte: msnoticias
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Manifesto feito na ALMS após falas consideradas machistas.
Manifesto feito na ALMS após falas consideradas machistas.

Por volta das 9h de ontem (terça-feira, 03 de março), mulheres lotaram o plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, levando um varal de calcinhas em manifesto contra falas consideradas machistas, pós-carnaval, feitas por parlamentares evangélicos. Elas, foram recebidas pela polícia montada mas não se intimidaram. Estenderam um varal com calcinhas no meio da Sessão Legislativa. A manifestação surpreendeu os deputados e a sociedade. A ação virou notícia em todo Brasil, e motiva outras mulheres a gritarem por seus direitos, exigindo respeito aos representantes populares.  

A reação, de acordo com as manifestantes, foi espontânea de mulheres das mais variadas vertentes (estudantes, donas de casa, profissionais liberais, artistas, etc.) que se sentiram insultadas pelas declarações envolvendo o episódio em que uma calcinha teria sido encontrada em frente a uma igreja próxima ao local onde ocorreu o carnaval de rua no Centro de Campo Grande.

Três deputados: Rinaldo Modesto (PSDB), Herculano Borges (SD) e Lucas de Lima (SD), são o pivô da polêmica. Isso porquê, eles usaram o microfone da Assembleia para mostrar indignação após relatos que teriam vindo de fiéis, ainda que o Estado seja Laico.  Após o episódio, os parlamentares passaram a pedir o fim do Carnaval, o que além de revolta gerou comentários de colegas, que classificaram como infelizes as falas dos parlamentares. 

Com ato nessa manhã, as mulheres demonstraram que seus corpos lhes pertencem, e, embora não haja nenhuma representação feminina na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, destacaram que isso não significa que as mulheres estariam abrindo mão do seu empoderamento. "O poder vem da força das manifestações públicas, e a Assembleia hoje foi obrigada a ouvir a voz das mulheres", ressaltaram.  

As reivindicações foram por respeito às mulheres como guerreiras; reconhecimento do 8 de março como um dia de luta no qual querem empoderamento e não flores, bombos ou “kit de costura” como um deputado já fez; respeito ao estado laico, ou seja, que os deputados não usem a AL como palco para restrições religiosas de cunho pessoal. 

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